Nossa Linhagem do Karate-Do Shotokan

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Gichin Funakoshi Sensei

Gishin Funakoshi (船越 義珍) foi um mestre de Okinawa-te, nascido em Okinawa no ano de 1868. Foi o principal divulgador da arte marcial pelo arquipélago japonês. Deixou como legado, o Karatê mundialmente conhecido. Seu falecimento deu-se m 1957.

 

Masatoshi Nakayama Sensei

Masatoshi Nakayama (中山正敏, Japão, 1913–1987), 10ºdan, é um dos mestres mais influentes da história do Karate Shotokan.

Em 1932 inicia o treino de Karate na universidade de Takushoku, de onde viriam a emergir nomes como os de Hidetaka Nishiyama, Hirokazu Kanazawa ou Keinosuke Enoeda.

Tendo estudado directamente sob a tutela de Gichin Funakoshi e do seu filho Gigo, funda em 1949 a Japan Karate Association, dando início à maior operação de expansão do Karate para lá das fronteiras do Japão.

De modo a tornar esta arte marcial mais credível e passível de aceitação no mundo ociental, Nakayama restrura as bases do treino de Karate tendo por base conceitos cientificos das ciências do desporto.

A Japan Karate Association foi até à data da sua morte a mais sólida e produtiva organização internacional dedicada ao Karate Shotokan, tendo este acontecimento dado início a uma série de cisões que originariam a proliferação de diversas novas organizações e consequente enfraquecimento da lenda da JKA.

 

Taketo Okuda Sensei

Taketo Okuda, mestre da academia de Karatê Butoku-Kan é um dos melhores karatecas do mundo, é o maior guardião da tradição dessa milenar arte marcial do Brasil. Discípulo de Masatoshi Nakayama (que por sua vez foi aluno de Gichin Funakoshi), Okuda é um fervoroso defensor dos aspectos espirituais desse tipo de arte marcial, que muitas vezes percebida e praticada apenas como uma técnica de luta e não como um processo de evolução do espírito do praticante. A filosofia Zen de Karatê ensinada pelo mestre Okuda, ex-professor de várias universidades do japão, leva em conta que a luta, a competição, e o desejo de derrotar outra pessoa são detalhes que acabam desviando a atenção da finalidade principal do treinamento diário: a eterna batalha do ser humano consigo mesmo e a descoberta de um espírito vigoroso, próximo do sublime.

“A filosofia do karatê é verdadeira é profunda. Karatê não é só vencer ou perder uma luta. Vista por outro ângulo a prática setorna fútil e vazia”, explica Okuda. “Nós temos como finalidade o invisível, aquilo que não tem limite de tempo, de espaço”, completa. Aos poucos os alunos de sua academia vão se dando conta do que isso significa no dia-a-dia: além de sequências de ataques e defesas e das inúmeras repetições feitas em aulas, aprende-se boas maneiras, sinceridade e coragem, ensinamentos que dificilmente serão encontradas em outro tipo de treinamentos.

NO JAPÃO

A vida de mestre Okuda esta ligada à prática das artes marciais desde a infância. Aos 5 anos, por influência do pai, começou a praticar Kendô (ou “caminho da espada”) quase todos os dias, sempre às 6 horas da manhã. Essa rotina se manteve até os seus 9 anos de idade, quando começou a treinar Judô com uma turma de atletas mais velhos que estudavam numa faculdade próxima. Aos 13 anos, com a ajuda de um amigo que já praticava Karatê, descobriu a arte que o influênciaria e o acompanharia pelo resto de sua vida. “Naquela época enxerguei o karatê com olhos curiosos, porque vi que o treino de Kata parecia uma dança. Naquela minha cabeça, nem o judô nem o Kendô ofereciam algo parecido, tão completo, e ainda por cima parecido com dança”, conta. Quando se mudou para Tókyo com a finalidade de continuar os estudos,mestre Okuda filiou-se a uma academia ligada à Japan Karate Association (JKA) e rapidamente ascendeu na hierarquia, conquistando sua faixa preta aos19 anos de idade, Ao completar 22 anos, Okuda recebeu do mestre Nakayama o convite que mudaria sua vida: Tornar-se profissional do Karatê e, a partir daí,consagrar-se como um dos melhores professores que a JKA já formou em sua rigorosa escola.

RUMO AO BRASIL

Cumprindo a política de difundir a arte do Karatê pelo mundo, mestre Nakayama fez planos para um dos seus melhores alunos. “Ele me disse que eudeveria ir para a Austrália”, conta Okuda. “Mas já nessa época eu tinha oBrasil como objetivo; era um destino que estava no meu imaginário havia anos”. E o sonho acabou se cumprindo quando, no início da década de 70,mestre Okuda montou a primeira sede da academia, na Rua Vergueiro. De lá para cá, o Karatê da Butoku-Kan, cada vez mais puro e próximo daquele dos antepassados, evoluiu juntamente coma filosofia de mestre Okuda, que foi ganhando formas mais sofisticadas,abrindo uma fonte potencial de força interior em todos os seus alunos. “Por que nasceu esse Karatê? Qual seria a origem? Essa é uma procura infinita”, filosofia sensei Okuda. “é por isso que treino diariamente. È por causa dessa busca infinita pela perfeição. Meu desafio é um dia mostrar qual é a verdade do Karatê. É meu trabalho, minha missão”, completa.

Autor: Ricardo Lombardi (Jornalista e Aluno)
Fonte: www.butoku-kan.com.br

 

 

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